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Educação e Tecnologia

Novembro 11, 2008 · 3 Comentários

Ministérios firmam acordo para formar programadores
Sobre o acordo
Os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinaram hoje no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), documento que consolida o Projeto ForSoft.
Desenvolvido como experiência piloto desde 2006, com a participação da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o projeto visa à formação de jovens, recrutados em comunidades carentes, como programadores de computador em nível médio.
O projeto piloto utilizou metodologia de Ensino a Distância (EAD) e proporcionou o desenvolvimento de material pedagógico – apostilas e gravação de aulas em DVD – que congrega todas as matérias necessárias para a formação dos alunos. “A intenção é que esse material formatado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) se torne padrão para futuros cursos com essa metodologia, que venham a ser projetados pelo Ministério do Trabalho”, diz Ricardo Saur, diretor da Brasscom. Outra vantagem desse material é que ele é de livre acesso, “o que barateia a implantação de projetos com esse foco”, diz o técnico Antenor Correa, da Secretaria de Políticas de Informática (Sepin).
Sobre a iniciativa privada
O ForSoft teve investimento de R$ 4 milhões do MCT, por meio da Sepin, e também participação financeira da iniciativa privada, em valor próximo a essa quantia, por intermédio de “empresas-madrinhas” que, além de escolherem a linguagem para a formação dos programadores baseadas nas suas necessidades regionais, selecionaram as cidades onde os cursos foram implantados e se comprometeram com a contratação de um mínimo de 10% dos alunos formados.
FONTE: Ministério da Ciência e Tecnologia
Material didático desenvolvido pelo MCT
Foto: Tiago Mendonça/Ascom – MCT

Bom, enfim está sendo identificada a carência do mercado na área de programação, e que é preciso qualificar mão-de-obra pra atender a demanda. Segundo dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) o Brasil precisa de 40 mil programadores por ano mas forma apenas 17 mil. Está mais do que na hora de ter um projeto voltado a essa área, eu espero e torço que realmente dê certo, pois trará inúmeros benefícios não só aos jovens que participarem quanto à economia brasileira.
O projeto utilizou Ensino à Distância como metodologia, e o uso desse método vem aumentando numa progressão geométrica, porém os recursos não estão acompanhando e ainda tem muita gente que não acredita nessa modalidade de Ensino. Eu aposto no EAD como ferramenta de Ensino, e já puxando o assunto um pouco pra esse lado, já que o assunto é Educação e Tecnologia. Surgiram algumas discussões aqui e aqui, e eu ainda não havia postado nada no blog sobre o assunto, aproveito pra falar aqui minha opinião apesar de já ter dado meu pitaco no Universo Desconexo.
Penso que nem todos as plataformas EAD estão preparadas para receber esses alunos e a precariedade com que alguns tutores trabalham é vergonhosa, como a Lys cita nesse post.
Em um próximo post falaremos mais sobre essa modalidade de Ensino à Distância que está crescendo e merece a nossa atenção.

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Categorias: Educação · Tecnologia
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3 respostas Até agora ↓

  • Lys // Novembro 12, 2008 às 12:46 am

    Cris !!! Muito legal o post e fiquei feliz em saber que mais uma iniciativa está sendo feita para resgatar um pouco essa dívida social para com a populaćão mais pobre no Brasil.

    Mas por outro lado, a coisa está cada vez mais preocupante também. Vejo políticas no sentido de implementaćão de cursos e mais cursos, mas nenhuma relacionada com a formaćão e valorizacão dos profissionais da área e isso se refletirá brutalmente na qualidade dos cursos. Acho que está rolando uma certa banalizaćão que será bastante prejudicial para a EaD no Brasil e temos que ficar alertas para isso, mas sei lá… pode ser apenas minha impressão.

    Um beijão,
    Lys

  • bicca // Novembro 12, 2008 às 7:07 pm

    O interessante seria que esse curso fosse focado para o softwre livre, tecnologias abertas, o que seria vital para o sucesso. veja como exemplo o que fazem a Alemanha e a França, o governo investe milhões em cima do desenvolvimento das distribuições dos 2 paises, suselinux e mandriva respectivamente, hj são consideradas asmelhores distribuições, pois fazem tudo com a praticidad do windows, e tem um custo muito menos, praticamente nos 2 países o uso de software propretário em escolas, universidades e orgãos publicos é quase zero e com custos de suporte, licenciamento quase 1% se comparado com os proprietários.

  • José Antonio Küller // Janeiro 19, 2009 às 5:06 pm

    Olá Cris

    Deixei um Prêmio Dardus par seu blog lá em http://germinai.wordpress.com/. Se interessar, passe por lá.

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